Meu primeiro contato com a madeira foi aos dez anos, esculpindo galhos com uma faca ao lado do meu tio, José. O que era brincadeira virou profissão.
Trabalhei todos os dias com ele no ateliê e aprendi de verdade a dominar o entalhe e a construir os campanários. Hoje sigo sozinho na bancada.
O que entrego a você é o resultado de uma vida inteira de dedicação, um trabalho feito à mão, com paciência e sem atalhos.
Tudo começa na escolha do bloco. Eu procuro a densidade certa e a força da fibra que vai aguentar o formão.
Gosto de madeiras que já carregam décadas de história nos veios.
No fim das contas, eu apenas sigo o que a natureza dita. Respeito o tempo de cada material para que a escultura ganhe vida e atravesse gerações intacta na sua família.
Cada peça guarda o silêncio e as horas de trabalho na bancada.
Meu maior objetivo é que você sinta a verdade do entalhe manual só de tocar na obra.
Eu faço isso com muita devoção para levar vida para a sua casa e criar um legado que fará parte da sua história.